Escrever, compartilhar...
Para Clarice Lispector: "Escrever é procurar entender, é procurar reproduzir o irreproduzível, é sentir até o último fim o sentimento que permaneceria apenas vago e sufocador".
As vezes são muitas as ideias, os ideais, tudo confuso, ofusco, como num sonho, que o não sair da voz transforma-se em pesadelo.
Outras vezes é tudo tão claro, tão real que quebra-se o encanto. Se é tão visível, para que se dispor a se expor?
Nesse jogo, saber, não-saber, claro-escuro, sonho-realidade, formam-se intervalos que produzirão idéias, que produzirão pensamentos, que produzirão palavras.
Será mesmo essa a ordem?
Não seriam palavras a produzir pensamentos que produziriam ideias?
Não sei ao certo, sei que hoje consegui estar aqui, neste espaço e essa é a ideia!
Escrever, não importa o que, nem sobre quem, não deixa de ser uma forma de imprimir nossa digital.
Inevitavelmente, por mais apaixonante ou por mais científico que seja o texto, sempre externalizamos quem somos, afinal quanto mais científico, mais racional, quanto mais racional, mais defensivo!
Talvez seja por isso é que haja dias em que seja impossível escrever, assim como há dias em que nos assustamos com a imagem que vemos refletida no espelho.
Que bom que afinal, isso passa!
Beijos
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