Segundo a mitologia grega, a Quimera é um monstro fabuloso!
No nosso português, hoje, quimera é um produto da imaginação, fantasia, sonho, utopia.
Cyrulnik (2009), vai dizer que todas as histórias são verdadeiras como são as quimeras: o ventre é de um touro, as asas de um águia e as patas de um leão. Tudo é verdadeiro e, no entanto o animal não existe!
A quimera de si é um animal maravilhoso, que nos representa e nos identifica. Dá coerência à ideia que temos de nós mesmos.
O homem sem história têm a alma dispersa. Sem memória e sem projeto, fica submetido ao presente, e só é feliz no clarão do imediato.
Será que ao construirmos nossa quimera estamos construindo nossa autonomia?
Construir uma representação teatral de nós mesmos, fascinarmos com o inesperado,amar os recomeços , seria criar o romance de nossas vidas, mesmo flertando com os traumas?
Se não tivéssemos escoriações, as rotinas de nossas existências nada poria em nossas memórias!
Como todo animal vivo, a quimera evolui, adota formas diferentes segundo os momentos, as pessoas e a cultura pela qual vagueia!
Como diria o querido Professor Tózinho: "o que não muda, não permanece".
Beijos
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