quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Quimeras...

Segundo a mitologia grega, a Quimera é um monstro fabuloso!
No nosso português, hoje, quimera é um produto da imaginação, fantasia, sonho, utopia.
Cyrulnik (2009), vai dizer que todas as histórias são verdadeiras como são as quimeras: o ventre é de um touro, as asas de um águia e as patas de um leão. Tudo é verdadeiro e, no entanto o animal não existe!
A quimera de si é um animal maravilhoso, que nos representa e nos identifica. Dá coerência à ideia que temos de nós mesmos.
O homem sem história têm a alma dispersa. Sem memória e sem projeto, fica submetido ao presente, e só é feliz no clarão do imediato.
Será que ao construirmos nossa quimera estamos construindo nossa autonomia?
Construir uma representação teatral de nós mesmos, fascinarmos com o inesperado,amar os recomeços , seria criar o romance de nossas vidas, mesmo flertando com os traumas?
Se não tivéssemos escoriações, as rotinas de nossas existências nada poria em nossas memórias!
Como todo animal vivo, a quimera evolui, adota formas diferentes segundo os momentos, as pessoas e a cultura pela qual vagueia!
Como diria o querido Professor Tózinho: "o que não muda, não permanece".
Beijos

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Nossa história!

"Quando, na solidão, sonhando mais longamente,
vamos para longe do presente viver os tempos da primeira vida,
vários rostos de criança vêm ao nosso encontro.
Fomos muitos na vida ensaiada, na nossa vida primitiva.
Somente pela narração dos outros é que conhecemos nossa unidade.
No fio de nossa história contada pelos outros, acabamos, ano após ano, 
por parecer com nós mesmos.
Reunimos todos os seres em torno da unidade do nosso nome."

A poética do devaneio, Gaston Bachelard

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Resiliência, ainda!

Bom dia!
A resiliência é mesmo um tema instigante! Provavelmente porque de alguma forma, todos nós em determinados momentos nos deparamos com o sofrimento. O que irá diferenciar é como cada qual remaneja o seu tormento, ou melhor, de que forma somos autorizados a expressar nosso sofrimento. Para Cyrulnik (2009), esse remanejamento irá depender de tutores de resiliência presentes na cultura, ou no meio social do qual estamos inseridos. O convite a fala ou a obrigação do silêncio, o suporte afetivo ou o desprezo, a ajuda social ou o abandono carregam uma mesma ferida, que será significado de acordo com que a cultura se propõe (ou seria melhor dizer: suporta?). Um mesmo acontecimento pode passar da vergonha para o orgulho, da sombra para a luz. Um relato, uma frase, até mesmo uma palavra, pode torturar, destruir ou, ao contrário, devolver a vida ao mundo interno de quem sofre.
Será que considerar cada frase, cada encontro, cada acontecimento como um convite a criar uma nova narrativa, um momento fecundo e sensível de nossa existência seria agir com resiliência? Será que podemos partir de um momento caótico para um aprendizado (mesmo doloroso) de viver com felicidade?
beijos!

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Resiliência, já ouviu falar?

A resiliência é um conceito vindo da física que diz respeito a capacidade que possuem alguns materiais de acumular energia quando submetidos a estresse sem ocorrer rupturas. Após parar a tensão poderá haver ou não deformação residual causado pelo estresse. Como exemplo podemos citar uma vara de salto em altura, que verga até certo ponto, sem se quebrar e depois retorna a forma original lançando o atleta para o alto dissipando a energia acumulada.
A psicologia então empresta este conceito da física e o define como a capacidade de o indivíduo frente a situações de conflito lidar e superar os obstáculos, ou resistir a pressões, sem "quebrar".
Cyrulnik (2009), um autor francês vai dizer em seu livro "A autobiografia de um espantalho", que a resiliência não é uma história de sucesso, é a história da briga de um indivíduo que empurrado para o fracasso inventa uma estratégia para voltar a vida.
Dá para pensar um pouco: diante da perda, da adversidade e do sofrimento que um dia ou outro aparece em nossas vidas temos algumas possibilidades: nos entregar ao sofrimento e fazer carreira de vítima ou fazer algo para ir além do sofrimento.
Para pensar mais um pouco ainda: como fazemos essas escolhas? O que define como escolhemos o caminho a seguir?
Beijos

segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Por que um blog?

A ideia surgiu de uma conversa informal, onde se questionava o quanto pode ser útil dividir nossas experiências. Afinal ter como trabalho a riqueza do contato humano e suas inquietudes pode ser considerado um privilégio!!!
E porque não usar a rede, uma ferramenta tão útil quanto necessária?
Assim surge esse blog. Desejo que seja um espaço agradável, onde compartilhar, questionar, duvidar, dividir, somar, multiplicar torne-se uma alegria!
Abraços